domingo, 31 de agosto de 2014

Sou o astro e sou o resto dos restos; sou bipolar...


Sou um ser saturado de luz e de escuridão...
Numa hora sou o sol; noutra a depressão!
Quando sorrio escancaro a boca como louca...
Quando choro esbravejo até a voz ficar rouca!

A minha felicidade é intensa; sou o astro agora...
Posso esfarrapar todas as roupas e jogá-las fora
Compro outras; não importa a minha condição!
Vou vestir verde com rosa; divergir é a diversão...

Sinto algo estranho no parapeito do apartamento
A euforia é grande; a vontade é de ir com o vento...
Sou pássaro que quer voar; neste dia eu sou o ar!
Eu rio alto, estou feliz; eu engulo todas e quero bis...

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

O nosso perfume e o amor dilatando...


Chega como quem não quer nada, e me entorpece...
Traz no teu perfume um entusiasmo que umedece...
Usa uma linguagem censurável e a minha tez enrubesce...
Isto apetece! Depois vai embora, como quem diz, esquece!

Como ocultar este “você” que ficou impregnado em mim?
A minha voz declara que é o fim, mas o meu alvo vive no sim...
O olor da tua pele é igual ao meu; o meu olhar só quer o teu...
É dolorido pensar na tua boca; quem sabe beijando outra...

Uma paixão floresceu em mim e queima por dentro...
Vontade de tocar na tua pele e satisfazer o meu intento...
Viajar no teu tronco; numa judiação de amor e te deixar tonto...
Acenda as velas, eu sinto a essência das flores e fantasio as dores!

Quero de novo a tua vinda cálida e teus olhos entrando em mim...
Vou desvanecer de tanto dizer que é isto que eu procuro, sim...
Quando te vejo invento a tua voz no meu ouvido, sussurrando...
Gemidos misturados com o nosso perfume e o amor dilatando...

Sempre me afronta e não me quer, para quê esta provocação?
Quando isto acontece o meu corpo fica clamando pela explosão...
Se eu te segurasse nesta hora iria ver; o nosso rubor iria acontecer...
Deixaria as tuas mãos judiando da minha tentação; eterno querer...

Janete Sales Dany
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O trabalho O nosso perfume e o amor dilatando... de Janete Sales Dany está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional.

http://silviamota.ning.com/group/literatura-sensual-e-erotica/page/literatura-sensual-e-erotica-n-4-perfume-da-paixao
Com este poema participei na Peapaz
do grupo Literatura Sensual e Erótica 

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

A ninfa que tem sede de beijo!




Um poeta além de amar as rimas tinha uma obsessão por pinturas

Sempre ia à feira de artesanato e se deliciava com peças admiráveis

Suspirava emocionado ao ver todos aqueles quadros; artes adoráveis!

Era apaixonado por um que trazia o desenho de uma ninfa no mar...

A importância era alta e finalmente juntou o dinheiro para comprar...

Levou aquela obra sublime para casa; na parede do quarto ela ia ficar!



Naquela noite dormiu espionando aquela mulher de seios descobertos...

Sentia algo estranho, os olhos dela pareciam que estavam mais abertos...

O barulho das ondas queria rimar; a boca carnuda o convidava para beijar!



Aquele ser dentro do quadro se movia junto com conchas e estrelas do mar

O movimento era delirante; fechava e abria os olhos, e o poeta quis amar!

Louco de desejo entrou naquele azul e com furor a acariciou até sangrar...



Nunca sentira tanta adrenalina na vida; farto das delícias procurou uma saída...

A noite inteira aquela ninfa o provocava e a cobiçada fuga ele não encontrava...

Uma fêmea que nunca se satisfazia; noite inteira e ainda queria no raiar do dia!



Ele gritou tão alto que acordou; olhou para o quadro que parecia lhe chamar...

Não é que não tinha gostado; foi bom, mas todo aquele exagero que fique no mar!

Colocou o quadro da ninfa na sala; deixou aquele azul desnudo ali a descansar...



Poeta que é poeta precisa poetar; e aquele ser ávido por amor iria atrapalhar...

Os olhos dela às vezes dormiam, outras não o esqueciam, querendo provocar...

Escreveu uma poesia para aquele azul de desejo: A ninfa que tem sede de beijo!

Janete Sales Dany
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 Prêmio que recebi
Com este poema participei na Peapaz do grupo  
Antologia Imagem e Literatura nº 11 Devaneios
Na categoria prosa:

http://silviamota.ning.com/group/antologia-imagem-e-literatura/forum/topics/a-ninfa-que-tem-sede-de-beijo

terça-feira, 26 de agosto de 2014

Fui exaurida pela nostalgia...




Flor esquecida, sentada numa cadeira no jardim do asilo...
Quem sabe algum dia teria a alegria de ver chegar um filho...
Olhava com os olhos rasos d’água as visitas que ali chegavam
Braços que se abraçavam; carinho dos que se encontravam...

O que seriam aquelas marcas no seu rosto, linda flor?
Os anos foram desenhando cada sorriso e cada dor...  
O que seriam estas lembranças açoitando a sua mente?
Rostos que você ama e que sumiram para todo sempre...

A linda flor chorava toda noite e acabou adormecendo...
Naquele cenário de abandono aos poucos foi morrendo!
E a vida a esqueceu, e então as mãos calejadas se uniram...
O adeus foi repleto de solidão; no céu os anjos a acudiram!

A realidade que seguiu em frente e sem piedade continuou...
Ficaram na página do tempo as cantigas de ninar que cantou
Fotografias amareladas do seio oferecido quando amamentou
Gente que tinha o mesmo sangue na veia e a desamparou!

Antes de padecer escreveu uma mensagem com ironia:
O amor que entreguei foi incondicional; repleto de alegria!
O que me deixou mais radiante na vida foi ser mãe um dia...
No final, o mais triste; excluída! Fui exaurida pela nostalgia...

Janete Sales Dany
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http://silviamota.ning.com/group/humanismo/forum/topics/fui-exaurida-pela-nostalgia
 Com esta poesia participei na Peapaz
 do Caderno Humanismo n° 3: 
Idoso abandonado

 Clique na imagem para ver a minha participação


Na luz da alma sempre reinará o épico segredo!



Rom, Sinti ou Calon; energia na etnia...
O espírito é viajante; preza a liberdade!
O olhar traz histórias que sabe guardar...
Cigano, zela o segredo, e sem demonstrar!

Palavra é palavra e isto consegue honrar
Assim de cabeça erguida pode caminhar
Intensa assimilação ao percorrer a terra
No peito, a paz, para amenizar a guerra!

Está liberto no universo e nele aprende...
Na riqueza ou na pobreza, cigano sempre!
O sangue que corre nas veias é de guerreiro
Sol, ventania e tempestade num dia inteiro...

Só quem andou sobre as pedras irá entender
Apesar da dor, nas estrelas, há um rio de saber!
Assim se enfrenta o dia a dia e se destrói o medo
E na luz da alma sempre reinará o épico segredo... 

Janete Sales Dany
 
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Minha participação na
 12ª ANTOLOGIA "LOGOS" Janeiro de 2015
317 PARTICIPAÇÕES
Clique na imagem para ver:
http://www.carmovasconcelos-fenix.org/LOGOS/LOGOS-12JAN-2015-P24.htm