sexta-feira, 7 de abril de 2017

Vate Sem Sorriso - Soneto decassílabo




Sol da manhã que adentra no meu ser
Ri da minha tristeza tão potente
Sou vate sem sorriso, vou sofrer!
Eu fiz trovas de amor, sou comovente...

Recebi a mudez firme, vou morrer!
O mal que me abraçou cravou na mente...
O afeto feneceu no amanhecer
Choro tanto e me afogo nesta enchente!

Sem sorriso, sou nada nesta vida...
Sem flama, sou flagelo e despedida!
Imploro, chamo a morte dolorosa...

E este fim não me quer, sou desprezível...
Quebro o espelho sem dó, que dor terrível!
É triste o meu jardim, não tem mais rosa...

Janete Sales Dany 
Poema @ protegido por lei
T5125046

Licença Creative Commons
O trabalho Vate sem sorriso - Soneto Decassílabo de Janete Sales Dany está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional.

Com este Soneto participei  do certame
 Depressão em verso e prosa n 6
Categoria poema no site PEAPAZ - 
Poetas e Escritores do amor e da paz


Sonetos costumam aparecer em provas de vestibular.
Resolvi deixar aqui algumas considerações.
 A informação se faz indispensável,
pois aos poucos podem ser úteis!
 Aspectos de um Soneto Decassílabo Heroico
4 estrofes, sendo 2 quartetos seguidos por 2 tercetos
Versos heroicos
Um ponto importante é a métrica, 
todas as linhas com 10 sílabas poéticas 
Acentuação tônica na 6ª e 10ª sílabas
Quanto as rimas:
rimas entrelaçadas ou opostas – abba -
rimas alternadas – abab
rimas emparelhadas – aabb
Logo abaixo:
Como fazer a separação de sílabas poéticas ou escansão
Vejam este exemplo em imagem



Meus Sonetos em versos decassílabos heroicos
Clique no nome em dourado para ver:
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e entre num mundo de reflexões:
Pensamentos maravilhosos

Soneto da tristeza



Medo da aparição que vive em mim 
Ás vezes fica atrás do meu sorriso
É como se almejasse ver um fim
Reclina no meu colo e sem aviso

Dorme comigo, eu nunca disse sim...
Nem sequer penso nela e nem preciso
Imploro para não chegar assim
Trazendo comoção, matando o riso...

O pranto numa tarde em tempestade 
Ela vive somando a minha idade
Não quero esvanecer; desejo a vida...

Sinto que digo adeus a cada instante
Tristeza, seu lugar é bem distante!
Faz desdém. Não se mostra comovida...


Janete Sales Dany
Soneto@ Todos direitos reservados
Registrado e imortalizado
na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro
no livro Soneto Amor Eterno e Outras

Soneto Gótico - Decassílabo Heroico



Sinto o gelo do túmulo esquecido
Nesta noite jamais ficará só
A vida e a morte aguçam meu sentido
No cemitério loto a mão de pó

 

Um corvo comparece e está ferido
Encara o meu semblante e sente dó
E percorre o meu chão sem colorido
Bate as asas com medo e fico só

 

O amor se foi na curva da aflição
Eu carrego um punhal no coração
Aquele beijo intenso vive em mim

 

Eu sinto o vulto dentro do meu ser
Aos poucos, consumindo o meu viver!
Aguçando a atração que não tem fim...

Janete Sales Dany
25/02/2016 São Paulo - Brasil
T5555450

Poema@protegido por lei
Registrado e imortalizado na Biblioteca Nacional 
no livro: Soneto mar e outras
As 22:43 hs
Licença Creative Commons
O trabalho Soneto Gótico de Janete Sales Dany está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional.

A rosa morreu e o cravo chorou...




A paz reinava naquele lar, casinha simples, mas repleta de amor!
Um casal jovem, que vivia sonhando com um futuro promissor...
Ela amava o jardim e nele plantava muitas rosas coloridas.
Ele trabalhava no campo e assim eles viviam a vida.
À noite se amavam e matavam o desejo.
Ela saciava a vontade do beijo!

Certo dia, ele voltou da lida e encontrou a querida caída...
Meu Deus, o amor morreu... O maior bem da vida!
Lágrimas desciam do olhar daquele homem apaixonado.
E o que ele mais amava no mundo teve que ser enterrado!
O jardim de rosas ficou solitário, e sem cuidado...
Porém, uma delas estava mais vistosa, imagem primorosa!

Rosa vermelha aberta e mostrava o amor.
Era ela, a mulher que ele amava, nascendo na flor!
Pétalas suplicando para que ele se aproximasse...
Ele sorriu, e quem sabe o amor ali para sempre ficasse?
O corpo dela vestido de vermelho, que encanto!
Teria que morar ali eternamente, e ele a desejava tanto...

Ficou alucinado; já não comia e nem dormia mais...
Medo de alguém entrar no jardim e roubar a paz!
Rosa vermelha que clamava por amor, linda flor...
E assim se passaram os dias e ele tinha ciúmes até do beija-flor!
Magro, olhar fundo, sem sorriso e morrendo de desejo.
Uma saudade imensa, da boca e do beijo.

Então, o mais certo aconteceu. De pesar aquele homem morreu...
Foi enterrado no cemitério ao lado daquela que ele tanto amava.
No jardim da casa, depois de alguns dias, uma nova planta brotava.
Nasceu um cravo que suplicava por amor.
Tinha um olhar de clamor, era ele, que procurava pela linda flor!
Foi em vão! Com a ausência dele, a rosa morreu e perdeu a cor...

O cravo chorou, pois ficou tão sozinho; dela, só ficou o espinho!
O anseio foi tanto, que afogou o jardim inteiro com o pranto...
O tempo passou! Todos tem medo. Casa abandonada, um horror...
No jardim dela tem um ser estranho que grita de dor!

Janete Sales Dany
Poesia@protegida por lei.
04/02/2015
Poema que participa do Site PEAPAZ
POETAS E ESCRITORES DO AMOR E DA PAZ
No certame:
Ficção Fantástica n° 3: Conto curto, com inspiração na imagem
Licença Creative Commons
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